Cidadania Planetária – Vídeo

 

Texto Cidadania Planetária e o lugar de onde eu venho – Júlio Resende

Leitura:

Jocimary Brandão (Português)

Araceli Serantes Pazos (Galego)

Carlos Serantes Prieto (Castellano)

Juan José Bueno Aguilar (Castellano)

Júlio Resende (Português)

Edição – Júlio Resende

Produção – Jabuticabeiras Produções

 

 

O lugar de onde venho.

Tem árvores enormes para a meninada subir e comer fruta no pé.

Tem montanhas verdes, chapadas avermelhadas e planícies que somem no horizonte. É lindo.

As cachoeiras se transformam em riozinhos, que contornam os morros, ganhando volume a cada afluente, até  chegarem ao mar… este sim parece não ter fim, cheio de vida e de barcos.

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Convivência de paz na diversidade

Neste vídeo, comento brevemente sobre Gandhi, Luther king, Mandela e Dalai Lama como exemplos recentes sobre convivência de paz em meio à diversidade. Precisamos mesmo encontrar caminhos para esta convivência harmônica.

 

Este é um dos grandes desafios deste século. Antes da internet, era até possível viver uma vida de pouco contato com diferentes culturas, músicas e religiões, o que facilitava nossa existência como Narcisos, embevecidos com nossos próprios rostos no espelho. No entanto, a sociedade em rede está proporcionando uma transparência nunca antes vista e um amplo diálogo global. Nós, humanos, estamos nos conhecendo de uma forma que não nos conhecíamos. Como não estávamos acostumados a tanta diversidade, suponho que temos muita dificuldade e muito medo de reconhecer que as outras culturas são tão bonitas quanto as nossas. Como bem disse Chico Buarque, ‘filha do medo, a raiva é mãe da covardia’. Toda essa intolerância global deste momento histórico é, portanto, fruto também deste medo de ver diluir a nossa própria cultura em meio a uma multidão de culturas, deixando-nos duvidosos sobre nossa própria beleza. Uma das reações imediatas dos mais amedrontados é atacar às outras pessoas por meio de uma violenta intolerância. Em busca de uma possível solução, proponho, ludicamente, uma oração a ser recitada por cada pessoa três vezes ao dia: “Eu sou bonito, mas os outros também são bonitos/ Eu tenho defeitos e os outros também/ Eu posso aprender com eles, assim como eles podem aprender comigo”. Imagino que assim, aos poucos, o medo da diversidade irá diminuir no coração de cada um.

 

Ao vivenciar muitas culturas e países, descobri que, por dentro, somos iguaizinhos. Por um lado, somos inteligentes, colaborativos, amorosos e dialógicos. Por outro, somos sombra, raiva, medo e intolerância. Nesta dimensão íntima, o desafio é comum a todos os humanos: buscamos a felicidade, o amor e uma vida plena de sentidos. Em uma outra dimensão, também interna, brotam as culturas, que são infinitamente diversas. As cores, os sons e os sabores se espalham pelo planeta por meio de beleza que não acaba mais. Diante deste cenário, duas questões desafiam a todos: a primeira é como fortalecer nossa identidade cultural, reconhecendo que ela é bonita, mas também incompleta e, por isso, pode ser aprimorada; a segunda é aceitar que as outras culturas também sejam bonitas e incompletas. Gostar de rock’n’roll não implica na necessidade de inferiorizar a música sertaneja. Os dois estilos levam à emoção.

 

O antropólogo Wade Davis ressalta a linda e importante herança cultural que há na Terra ao falar sobre a existência de mais de três mil religiões. Tratam-se de milhares de formas criativas para o dialogar com o Mistério. É preciso valorizar e reconhecer que este é um dos maiores legados e tesouros da humanidade.  Se por um lado seria uma espécie de sorte que somente a nossa religião fosse a correta, por outro, seria um empobrecimento completo do potencial humano se considerássemos que as outras 2999 formas de espiritualidade estivessem equivocadas. No entanto, há um caminho possível para a convivência harmônica: basta compreendermos que somos bonitos e incompletos, na mesma medida em que os outros também são bonitos e incompletos.  Diante deste contexto, o aprendizado por meio do diálogo é o melhor caminho.

Videoaula – A vida na Crise e o despertar pessoal

Nesta aula, Prof. Júlio Resende reflete sobre as causas da crise humana, a vida em meio ao desequílibrio e o despertar em direção a novos estilos de vida.

 

Sustentabilidade, Crises e Transição Planetária

Nesta videoaula, Júlio Resende fala sobre Sustentabilidade do ponto de vista de uma nova ética que está surgindo. A partir das crises, há uma transição planetária em direção às sociedades sustentáveis.

 

 

Palestra: Sustentabilidade e Agricultura Sustentável

Palestra: Sustentabilidade e Agricultura Sustentável

Imagem de Júlio Resende3

Palestra sobre Sustentabilidade e Agricultura Sustentável, realizada pelo Prof. Júlio Resende, no município de Confresa-MT, na III Semana de Agricultura Familiar, em maio de 2016, para um público de agricultores, assentados, gestores públicos, estudantes e professores.

Confresa está situada a 1200 quilômetros da capital Cuiabá, na região entre o Xingu e o Rio Araguaia. Sua origem se deu por meio de assentamentos e hoje tem sua economia baseada na agricultura. Seu povo, oriundo de diversos lugares do Brasil, é dos mais hospitaleiros possíveis. O Campus do IFMT surgiu a partir de uma solicitação do Dom Pedro Casaldáliga, militante das causas sociais, com apoio do Vaticano. A instituição de ensino cumpre uma função importante na formação humana e profissional da região, bem como tem um papel relevante como parceiro dos agricultores, gestores, indígenas, quilombolas e cidadãos da região.

Dia 13: Manifestações destrutivas ou propositivas?

Dia 13: Manifestações destrutivas ou propositivas?

Há um ponto positivo e um muito negativo a destacar nas manifestações do dia 13. Há décadas a sociedade brasileira é considerada passiva. Ao ver pela televisão os frequentes protestos na Argentina e Chile, era comum ouvir alguém dizer: “Eles são muito mais aguerridos, lutam muito mais do que nós. Por isso, são mais avançados”. Este é, de fato, o ponto positivo destas manifestações. No entanto, em nada contribuem com a superação das crises econômica, ambiental, social e ética que o Brasil e o mundo enfrentam.   

O lado muito negativo é que não são manifestações propositivas. Não há soluções nos cartazes, mas somente a vontade de derrubar o atual governo. Os líderes do movimento não apresentam nada novo em termos ideológicos e políticos, tendo eles cometido corrupção no mesmo nível de gravidade. Enquanto isso, rumo à invenção de sociedades sustentáveis, pessoas mundo afora estão criando soluções para a mobilidade urbana, como o faz o cicloativismo e o 10porhora. Na área da saúde, por meio da fitoterapia e da acupuntura, há gente propondo uma medicina mais equilibrada. Tem também aqueles que estão produzindo comida mais saudável. Os arquitetos estão inventando telhados de grama, enquanto educadores reiventam a sala de aula para o século 21.

O vídeo que segue é um fala (TED Talk) de uma jovem argentina que relata uma invenção que pode ajudar a democracia a dar um salto histórico. Ela conta sobre a criação de um aplicativo de celular para debater e votar leis. Depois de inventá-lo, seu grupo ofereceu a políticos argentinos para que os auxiliasse nas decisões, tornando-as mais participativa. Ninguém se interessou e eles resolveram criar um partido, conseguindo eleger um deputado com a seguinte regra: o político somente deve votar de acordo com a decisão contabilizada pelo aplicativo. A nossa democracia atual, chamada de democracia representativa, ainda é muito imatura. Os políticos, ao invés de representarem os eleitores, trabalham em benefício próprio ou de grandes interesses econômicos.  No entanto, por meio de um simples aplicativo, enfim a democracia agora poderá ser realmente representativa. Neste caso, o político deve apenas servir ao coletivo e não mais tripudiar com o poder lhe confiado. Como vêem, esta é uma ação propositiva e inovadora na política e na democracia.

O Brasil está fazendo parte de um momento histórico crítico no planeta Terra. Diante das profundas crises da humanidade, é importante criar soluções para uma sociedade sustentável, que seja socialmente justa e ambientalmente equilibrada. Embora as manifestações do dia 13 se apresentam como uma mobilização coletiva de alguma relevância, não propõem nada novo. Sugiro cautela aos seus manifestantes, pois correm o risco de servirem de massa de manobra para péssimos políticos do século passado.  .

Segue o vídeo para que todos nós possamos nos inspirar a criar uma nova sociedade.

 

Meditação na Escola

Meditação na Escola

Foi finalizado mais um ano de Projeto Silêncio: Meditação para a Desaceleração no Ensino Médio do IFMT. O vídeo que segue apresenta as práticas de respiração e meditação na escola, bem como o dia do silêncio, em que todos ficaram 8 horas em silêncio. Este evento foi muito bem organizado pelos estudantes do 2o ano B. Os resultados são muito interessantes.

A meditação na Escola não é para acalmar os estudantes e depois fazê-los decorar milhares de conteúdo que apresentam pouca relação com a vida prática. Tampouco é para fazê-los ter um melhor comportamento na escola. Quem precisa de um melhor comportamento é a própria escola e seus professores. O Século 21 chegou e precisamos mudar radicalmente.

A Meditação gera um profundo aprendizado sobre o mundo interno e proporciona a descoberta de talentos, vocações e a intuição. Além disso, é uma forma de treinar a estabilidade emocional em meio as adversidades da vida, desenvolvendo assim a inteligência emocional. Para os orientais, este é o principal caminho à uma possível felicidade plena.