Sustentabilidade, Crises e Transição Planetária

Nesta videoaula, Júlio Resende fala sobre Sustentabilidade do ponto de vista de uma nova ética que está surgindo. A partir das crises, há uma transição planetária em direção às sociedades sustentáveis.

 

 

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Palestra sobre Sustentabilidade, Felicidade e Metidação

Palestra sobre Sustentabilidade, Felicidade e Metidação

Palestra sobre Sustentabilidade e Felicidade no Trabalho realizada pelo Prof. Júlio Resende para o SEMASEC, evento técnico e científico da área de Secretariado Executivo e Administração, realizado pelo IFMT, campus Cuiabá.

Meditação na Escola

Meditação na Escola

Foi finalizado mais um ano de Projeto Silêncio: Meditação para a Desaceleração no Ensino Médio do IFMT. O vídeo que segue apresenta as práticas de respiração e meditação na escola, bem como o dia do silêncio, em que todos ficaram 8 horas em silêncio. Este evento foi muito bem organizado pelos estudantes do 2o ano B. Os resultados são muito interessantes.

A meditação na Escola não é para acalmar os estudantes e depois fazê-los decorar milhares de conteúdo que apresentam pouca relação com a vida prática. Tampouco é para fazê-los ter um melhor comportamento na escola. Quem precisa de um melhor comportamento é a própria escola e seus professores. O Século 21 chegou e precisamos mudar radicalmente.

A Meditação gera um profundo aprendizado sobre o mundo interno e proporciona a descoberta de talentos, vocações e a intuição. Além disso, é uma forma de treinar a estabilidade emocional em meio as adversidades da vida, desenvolvendo assim a inteligência emocional. Para os orientais, este é o principal caminho à uma possível felicidade plena.

 

 

 

Duas concepções opostas de felicidade. Qual é a sua?

Por: Júlio Resende

O facebook adverte: este é um texto muito longo para a ansiedade por rolar a barra da timeline e ver a maior quantidade de posts possíveis. Ainda assim, imagino que felicidade seja um tema que vale a pena refletir, mesmo que sejam três páginas inteiras cheias de letrinhas.

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Acredito que todo ser humano tem uma coceirinha interna que é sua inabalável vontade de ser feliz. Cada sociedade ou pessoa, a cada época histórica, define e redefine um conceito de felicidade. Afinal, tudo muda o tempo todo. A planta cresce, a nuvem passa, nós envelhecemos e novas músicas são criadas. A idéia de felicidade também muda constantemente. O que não muda é a vontade de ser feliz. Acordamos todos os dias com esta coceirinha, mesmo que, por diversos motivos, não nos sintamos tão felizes assim. Continuar lendo

Medo da chuva?

Na cidade, somos como frango de granja. Vivemos em bolhas que nos distanciam no entorno imediato. Moramos em caixotes de concreto, nos locomovemos em máquinas completamente vedadas, trabalhamos em outros caixotes e, para divertir, dirigimos até os enormes caixotes de compras. Neles, o êxtase: luzes, cores, sonhos encaixotados, ar condicionado e estacionamento pago. Há uma falsa sensação de que estamos no controle de tudo: do clima, das máquinas, do transporte, das luzes…

Repare naquele momento em que o vento anuncia a chuva. A cidade muda de humor. As pessoas caminham com rapidez e comentam como se fosse a primeira vez. Portas de lanchonetes são fechadas. O barulho urbano aumenta. A inquietude é geral. Aí, a chuva chega e vem limpando as calçadas e as ruas. Quem consegue, se esconde debaixo de marquises. Uns poucos não podem evitar e correm freneticamente para entrar no ônibus. De um forma geral, as pessoas sentem medo. Alegam ser inconveniente trabalhar molhado e ficar gripado. O medo é cinestésico. A granja urbana não prepara o corpo para o toque de milhares de gotinhas geladas, que sente estranheza e frio.

A chuva me faz lembrar o maravilhoso ano que morei na Nova Zelândia fazendo um intercâmbio colegial. Aprendi muito com aquele povo sobre integração com a natureza. Os Maoris, povos tradicionais, em conjunto com os ingleses, formaram uma cultura que nâo tem medo da chuva. Nada muda no humor coletivo quando São Pedro está lavando os céus. Mesmo no frio, é comum ver pessoas andando descalças no meio da chuva. Para eles, basta uma capa. É muito bonito ver idosos fazendo caminhada na chuva. São pessoas extremamente saudáveis.

O adulto neozelandês sorri por dentro quando chove. Já as crianças brasileiras dão gargalhadas quando tomam chuva. Minha infãncia foi de muita chuva. Era uma alegria correr na enxurrada. As células festejavam. Todo o calor produzido era instantaneamente resfriado pelas gotinhas. A água escorria pelo rosto dando uma sensação engraçada nos cílios. Jogar bola na chuva era um evento especial. Nadar era espetacular e pedalar… Não consigo nem contar. Só não digo que tenho saudade, pois continuando tomando todas as chuvas que aparecem na minha frente.

Alegria ou medo dependem do observador. Enquanto crianças saudáveis se re-ligam ao todo maior por meio da ludicidade da chuva, frágeis adultos morrem de medo empoleirados nas marquises. É possível gostar de chuva? Sim, claro. Basta vencer o condicionamento. Para muitas tradições espirituais, vencer o condicionamento é acessar o livre-arbítrio, é fazer uma escolha original. Será este o caminho para a felicidade e a liberdade?

Por: Júlio Resende Duarte

www.dezporhora.org

Carta da Terra e seus 16 princípios éticos

A Carta da Terra e seus 16 princípios éticos é o documento global mais importante deste século, pois propõe uma nova resposta para a mais antiga inquietação humana: ‘O que viemos fazer aqui’. Desde a revolução industrial, as sociedades, sob a primazia da física clássica e da visão de um mundo máquina, têm como resposta para esta pergunta o crescimento econômico e o progresso material. Somente assim, as sociedades e seus cidadãos poderiam ser felizes. No entanto, esta visão se mostrou antropocêntrica e arrogante, pois nos levou à graves crises sociais, ambientais, financeiras e ética, cujo epicentro é o próprio comportamento do ser humano. A Carta da Terra é uma proposta ética global biocêntrica, ou seja, o equilíbrio da teia da vida é o centro das atenções. O ser humano deixa de ter um direito especial sobre a terra e passa a ter um dever especial, o de se tornar o zelador da vida, aquele cuja missão é cuidar do milagre da vida por meio de seus infindáveis talentos. O desafio agora é construí-la na prática e é exatamente para isto que estamos trabalhando.

Acesse aqui o texto completo da Carta da Terra.

Por: Júlio Resende Duarte
Educador, Palestrante e Consultor em Gestão, Turismo e Sustentabilidade
Bolinha de Gude: Educação para a sustentabilidade