Cidadania Planetária – Vídeo

 

Texto Cidadania Planetária e o lugar de onde eu venho – Júlio Resende

Leitura:

Jocimary Brandão (Português)

Araceli Serantes Pazos (Galego)

Carlos Serantes Prieto (Castellano)

Juan José Bueno Aguilar (Castellano)

Júlio Resende (Português)

Edição – Júlio Resende

Produção – Jabuticabeiras Produções

 

 

O lugar de onde venho.

Tem árvores enormes para a meninada subir e comer fruta no pé.

Tem montanhas verdes, chapadas avermelhadas e planícies que somem no horizonte. É lindo.

As cachoeiras se transformam em riozinhos, que contornam os morros, ganhando volume a cada afluente, até  chegarem ao mar… este sim parece não ter fim, cheio de vida e de barcos.

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Nem a Escola da Ponte resiste às sextas-feiras

Realizei recentemente o sonho de conhecer a Escola da Ponte, em Portugal. Para dizer que é um local muito especial e uma referência para a educação de todo o mundo, bastaria colocar aqui o título do livro que Rubem Alves escreveu sobre ela: “A escola com que sempre sonhei sem imaginar que pudesse existir”.

 

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Durante minha visita pela Escola, fui recebido e guiado pela Ivana, estudante de 10 anos, que me explicou o funcionamento básico. Os professores não dão aulas expositivas ou respostas prontas. Não há nem mesmo salas de aulas tradicionais. Os estudantes se organizam em grupos, contendo inclusive crianças de diferentes idades. Eles escolhem um tema para pesquisar durante 15 dias. Neste processo, sempre em salas grandes, com mesas redondas, computadores e livros, eles escolhem um professor tutor, que participa como orientador deste aprendizado. Eles conduzem todo o processo e, ao final, avaliam o que aprenderam e o que gostariam de aprender mais. Tudo isso permeado por diálogos e muita autonomia.

 

Os estudantes também participam ativamente da gestão desta escola que, vale ressaltar aqui, é pública. Eles fazem assembléias todas as sextas-feiras, sem a necessária presença de professores, para debater as questões coletivas e os projetos a serem executados na escola. Muitas ações são conduzidas por eles mesmos, sob supervisão dos pais e dos educadores.

 

Ao final, conversei um pouco com a diretora da escola. Ela me contou que a maior dificuldade é a rotatividade de professores, devido ao sistema de meritocracia que o governo utiliza para direcioná-los às instituições de ensino a cada início de ano. O problema e o grande desafio alí é manter a pedagogia com a troca frequente dos educadores. Neste momento, me lembrei que a Ivana também havia falado sobre isso. Quando eu a perguntei como eles faziam para resolver, a menina me disse que os próprios alunos ensinam os novos professores sobre o funcionamento da escola. Neste momento, me apaixonei pela segunda vez com o local. A primeira havia sido pela leitura do livro do Rubens.  

 

A educação com base na autonomia, na leitura de mundo, no diálogo e na colaboração que nos mostrou Paulo Freire é a realidade de hoje nesta escola, que muito nos inspira. Eu acredito profundamente na capacidade que temos de reinventar nossa educação e dedico meu trabalho como educador para isso. Quero que os estudantes amem as escolas e que os educadores sejam parceiros nesta amorosidade em busca do aprendizado constante e de nossa vocação de Ser Mais. Vale lembrar que não estamos falando de uma iniciativa pontual. Todas as escolas da Finlândia funcionam de forma semelhante.    

 

Ao final, perguntei à simpática e inteligente menina se ela gostava de sua escola. Ela me disse, com olhos brilhantes, que a amava muito. De forma provocante, indaguei também se ela gostava mais da sexta-feira ou da segunda-feira. Com um leve sorriso no rosto, me respondeu: mas é claro que é da sexta-feira. Sorrimos juntos.

 

 

 

Sustentabilidade, Crises e Transição Planetária

Nesta videoaula, Júlio Resende fala sobre Sustentabilidade do ponto de vista de uma nova ética que está surgindo. A partir das crises, há uma transição planetária em direção às sociedades sustentáveis.

 

 

Palestra sobre Sustentabilidade, Felicidade e Metidação

Palestra sobre Sustentabilidade, Felicidade e Metidação

Palestra sobre Sustentabilidade e Felicidade no Trabalho realizada pelo Prof. Júlio Resende para o SEMASEC, evento técnico e científico da área de Secretariado Executivo e Administração, realizado pelo IFMT, campus Cuiabá.

Meditação na Escola

Meditação na Escola

Foi finalizado mais um ano de Projeto Silêncio: Meditação para a Desaceleração no Ensino Médio do IFMT. O vídeo que segue apresenta as práticas de respiração e meditação na escola, bem como o dia do silêncio, em que todos ficaram 8 horas em silêncio. Este evento foi muito bem organizado pelos estudantes do 2o ano B. Os resultados são muito interessantes.

A meditação na Escola não é para acalmar os estudantes e depois fazê-los decorar milhares de conteúdo que apresentam pouca relação com a vida prática. Tampouco é para fazê-los ter um melhor comportamento na escola. Quem precisa de um melhor comportamento é a própria escola e seus professores. O Século 21 chegou e precisamos mudar radicalmente.

A Meditação gera um profundo aprendizado sobre o mundo interno e proporciona a descoberta de talentos, vocações e a intuição. Além disso, é uma forma de treinar a estabilidade emocional em meio as adversidades da vida, desenvolvendo assim a inteligência emocional. Para os orientais, este é o principal caminho à uma possível felicidade plena.

 

 

 

Duas concepções opostas de felicidade. Qual é a sua?

Por: Júlio Resende

O facebook adverte: este é um texto muito longo para a ansiedade por rolar a barra da timeline e ver a maior quantidade de posts possíveis. Ainda assim, imagino que felicidade seja um tema que vale a pena refletir, mesmo que sejam três páginas inteiras cheias de letrinhas.

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Acredito que todo ser humano tem uma coceirinha interna que é sua inabalável vontade de ser feliz. Cada sociedade ou pessoa, a cada época histórica, define e redefine um conceito de felicidade. Afinal, tudo muda o tempo todo. A planta cresce, a nuvem passa, nós envelhecemos e novas músicas são criadas. A idéia de felicidade também muda constantemente. O que não muda é a vontade de ser feliz. Acordamos todos os dias com esta coceirinha, mesmo que, por diversos motivos, não nos sintamos tão felizes assim. Continuar lendo