Carta da Terra: um novo norte ético

O norte ético atual é produzir e consumir ilimitadamente para que as economias cresçam. Economistas, políticos e jornalistas adoram repetir o mantra: ‘Precisamos crescer’ (economicamente). Este é a ética do American Way of life. A idéia principal é que podemos ser felizes individualmente. O caminho proposto é trabalhar, produzir e consumir. Pois bem: agora estamos na maior encruzilhada que a humanidade já encarou. Ou mudamos este norte ou sofreremos muito com os desequilíbrios social e ambiental.

A carta da terra é uma ética para a sustentabilidade e propõe a mudança deste norte. Ao invés de vivermos para produzir e consumir, a idéia é vivermos para a qualidade de vida da coletividade. O novo norte agora passa ter a vida no centro e não ser humano. De donos arrogantes da Terra, as pessoas passam a ser zeladoras da vida no planeta. Do antropocentrismo ao biocentrismo. Trata-se de uma profunda mudança de função da humanidade. É uma nova resposta para a velha pergunta ‘o que viemos fazer aqui?’. Notem que a educação recebe uma nova responsabilidade: ensinar para um novo sentido para a humanidade na Terra. Esta é a proposta da pedagogia da Terra, que herda as pedagogias libertadoras de Paulo Freire e assume este novo compromisso.

O vídeo que segue é uma entrevista com Leonardo Boff, brasileiro que participou da redação final da Carta da Terra.

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