Sustentabilidade, Espiritualidade e Física Quântica – parte 2

Por: Júlio Resende Duarte


O Universo não é uma máquina newtoniana

 

No começo do século XX, outras descobertas científicas começaram a balançar a idéia de que o universo é uma máquina gigantesca que funciona por meio de leis determinísticas. Planck descobriu que os elétrons saltam de uma órbita para outra sem passar no espaço intermediário. Como assim? O elétron some de uma órbita e aparece em outra instantaneamente? É isso mesmo. Ele não atravessa o espaço-tempo. Neste caso, ele não obedece à teoria de Einstein que diz que todo corpo viaja no máximo até a velocidade da luz, ou seja, tudo viaja no espaço-tempo e tem uma velocidade finita.

Em seguida, descobriu-se que a luz é ao mesmo tempo onda e partícula. Se construímos aparatos científicos de uma determinada forma, a enxergamos como partícula. Se utilizamos outros aparatos, a enxergamos como onda. Bohr postulou o princípio da complementaridade para explicar que os objetos são, ao mesmo tempo, onda e partícula. Tratam-se de dimensões da mesma realidade.

Os físicos quânticos também descobriram que a luz pode estar dois em lugares ao mesmo tempo. Mas como a física clássica explica isto? Ela não o faz.

Segundo a física clássica, se for possível saber a posição e a velocidade de um objeto, será possível calcular a trajetória. Heiseberg descobriu o princípio da incerteza. É impossível saber a posição e a velocidade ao mesmo tempo de um objeto quântico. O máximo que conseguimos é saber probailidades de encontrá-lo em um determinado local. Além disso, os objetos podem mudar de trajetório sem qualquer interferência de outro objeto.

Luz em dois lugares ao mesmo tempo? Eletrón que salta de uma órbita para outra sem passar no espaço tempo? Onda que é ao mesmo tempo partícula? Estes paradoxos surgiram porque a física clássica não os conseguia explicar. Assim, estas e outras descobertas da nova física quântica começaram a colocar em chek a visão mecanicista do mundo.

Mas será que a física clássica errou completamente? Certamente não. Hoje, sabemos que eles acertaram na metade da explicação de como o universo funciona. Realmente a interação entre os corpos é a metade da explicação. Newton, Eistein e seus colegas foram brilhantes em explicar a chamada Causação ascendente. Mas para resolver estes paradoxos, a ciência precisava avançar para descobrir o que mais faz o universo funcionar. Trata-se de uma outra fonte de causação. Qual? Veja no próximo texto. O que adianto é que o universo não é uma máquina newtoniana.

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