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O amor é a mais eficiente abordagem holística, pois amar é sentir-se uno.

O Instituto Akatu faz um excelente trabalho para a construção do consumo consciente, que é um passo fundamental para a sustentabilidade e a responsabilidade socioambiental. O vídeo que segue é sobre Petróleo, o ouro negro que se esgotará em algumas décadas.

Sustentabilidade não é reciclar papel ou trocar óleo de cozinha por crédito em latas de tintas. Como pode uma grande empresa se declarar sustentável se continua impactando excessivamente o mundo que a cerca. O banco do planeta, por exemplo, não tem restrições na maioria de suas linhas de crédito para projetos com alto impacto negativo social e ambiental. A reciclagem ou postos de papa-pilhas não o tornam sustentável.

Sustentabilidade também não é ambientalismo. Muitas pessoas pensam que os ambientalistas são os líderes da formação desta nova sociedade. É verdade que eles têm feito trabalhos maravilhosos em diversas áreas no sentido de diagnosticar problemas e apontar soluções. No entanto, este movimento sozinho não é suficiente para gerar este tão almejado futuro. Acho que é preciso compreender a sustentabilidade como o resultado, que está por vir, de um conjunto de movimentos, pontos de vistas e soluções complementares.

As ditaduras da década de 60 nos mostraram a necessidade de fortalecer a democracia e a liberdade de expressão. Essa foi a luta de toda uma geração, que ajudou a sociedade a avançar. O Feminismo é outro movimento imprescindível para sustentabilidade. Como seria possível um equilíbrio do sistema terra e o ser humano, sendo que o próprio ser humano, zelador do planeta, não consegue compreender a complementaridade entre homens e mulheres, pretos e brancos, ocidentais e orientais?

Martin Luther King teve um sonho e John Lennon imaginou. Mandela e Gandhi transformaram em política pública. Os hippies, a bossa nova, a tropicália e o rock and roll também trouxeram suas contribuições criativas e desrrepressoras. Hoje, todo tipo de pessoa pode contribuir seja ela atleta, médica, açougueira, monge, professora, administradora, política, mãe ou artista.

Sustentabilidade é exatamente esta colcha de retalhos que esta se formando a partir da complementaridade destas contribuições. Esta nova sociedade não é e não pode vir de apenas um dos bonitos retalhos e seu particular ponto de vista, mas surgirá como o resultado de todas as cores e tecidos. O holismo é, portanto, o melhor caminho para compreender este possível futuro. Segundo Krisnamurti, a palavra holismo vêm do inglês whole, ou seja, o todo. O que nos levou às crises foi sermos partes e individualidades. O que nos está levando às soluções é o pensamento e a prática holística.

Por: Júlio Resende Duarte
Educador, Palestrante e Consultor em Projetos.
Bolinha de Gude: Educação para sustentabilidade

Os vídeos que seguem foram produzidos pelos meus estudantes do curso de administração para a disciplina de administração mercadológica II.

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Na cidade, somos como frango de granja. Vivemos em bolhas que nos distanciam no entorno imediato. Moramos em caixotes de concreto, nos locomovemos em máquinas completamente vedadas, trabalhamos em outros caixotes e, para divertir, dirigimos até os enormes caixotes de compras. Neles, o êxtase: luzes, cores, sonhos encaixotados, ar condicionado e estacionamento pago. Há uma falsa sensação de que estamos no controle de tudo: do clima, das máquinas, do transporte, das luzes…

Repare naquele momento em que o vento anuncia a chuva. A cidade muda de humor. As pessoas caminham com rapidez e comentam como se fosse a primeira vez. Portas de lanchonetes são fechadas. O barulho urbano aumenta. A inquietude é geral. Aí, a chuva chega e vem limpando as calçadas e as ruas. Quem consegue, se esconde debaixo de marquises. Uns poucos não podem evitar e correm freneticamente para entrar no ônibus. De um forma geral, as pessoas sentem medo. Alegam ser inconveniente trabalhar molhado e ficar gripado. O medo é cinestésico. A granja urbana não prepara o corpo para o toque de milhares de gotinhas geladas, que sente estranheza e frio.

A chuva me faz lembrar o maravilhoso ano que morei na Nova Zelândia fazendo um intercâmbio colegial. Aprendi muito com aquele povo sobre integração com a natureza. Os Maoris, povos tradicionais, em conjunto com os ingleses, formaram uma cultura que nâo tem medo da chuva. Nada muda no humor coletivo quando São Pedro está lavando os céus. Mesmo no frio, é comum ver pessoas andando descalças no meio da chuva. Para eles, basta uma capa. É muito bonito ver idosos fazendo caminhada na chuva. São pessoas extremamente saudáveis.

O adulto neozelandês sorri por dentro quando chove. Já as crianças brasileiras dão gargalhadas quando tomam chuva. Minha infãncia foi de muita chuva. Era uma alegria correr na enxurrada. As células festejavam. Todo o calor produzido era instantaneamente resfriado pelas gotinhas. A água escorria pelo rosto dando uma sensação engraçada nos cílios. Jogar bola na chuva era um evento especial. Nadar era espetacular e pedalar… Não consigo nem contar. Só não digo que tenho saudade, pois continuando tomando todas as chuvas que aparecem na minha frente.

Alegria ou medo dependem do observador. Enquanto crianças saudáveis se re-ligam ao todo maior por meio da ludicidade da chuva, frágeis adultos morrem de medo empoleirados nas marquises. É possível gostar de chuva? Sim, claro. Basta vencer o condicionamento. Para muitas tradições espirituais, vencer o condicionamento é acessar o livre-arbítrio, é fazer uma escolha original. Será este o caminho para a felicidade e a liberdade?

Por: Júlio Resende Duarte

www.dezporhora.org

A Carta da Terra e seus 16 princípios éticos é o documento global mais importante deste século, pois propõe uma nova resposta para a mais antiga inquietação humana: ‘O que viemos fazer aqui’. Desde a revolução industrial, as sociedades, sob a primazia da física clássica e da visão de um mundo máquina, têm como resposta para esta pergunta o crescimento econômico e o progresso material. Somente assim, as sociedades e seus cidadãos poderiam ser felizes. No entanto, esta visão se mostrou antropocêntrica e arrogante, pois nos levou à graves crises sociais, ambientais, financeiras e ética, cujo epicentro é o próprio comportamento do ser humano. A Carta da Terra é uma proposta ética global biocêntrica, ou seja, o equilíbrio da teia da vida é o centro das atenções. O ser humano deixa de ter um direito especial sobre a terra e passa a ter um dever especial, o de se tornar o zelador da vida, aquele cuja missão é cuidar do milagre da vida por meio de seus infindáveis talentos. O desafio agora é construí-la na prática e é exatamente para isto que estamos trabalhando.

Acesse aqui o texto completo da Carta da Terra.

Por: Júlio Resende Duarte
Educador, Palestrante e Consultor em Gestão, Turismo e Sustentabilidade
Bolinha de Gude: Educação para a sustentabilidade

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